Saltar para o conteúdo

As escolas de condução terão classificação: o Ministério do Interior introduz novos critérios de avaliação.

Pessoa observa documentos numa mesa com portátil, vestuário de alta visibilidade e semáforo; jovem pratica condução.

Rússia prepara sistema nacional para avaliar desempenho das escolas de condução

O Ministério do Interior da Rússia (MVD) colocou em consulta pública um projeto de despacho que cria uma avaliação anual e padronizada da eficácia das escolas de condução, combinando resultados de exames com um novo indicador: a sinistralidade rodoviária dos recém-encartados. O documento foi publicado no portal federal de atos normativos e foi noticiado pelo jornal Izvestia.

Relatórios anuais e divulgação no site da polícia de trânsito

De acordo com o projeto, a classificação e os resultados da avaliação serão apurados pelo MVD uma vez por ano, até 15 de fevereiro do ano seguinte ao período em análise. Depois dessa validação, a intenção é que a informação seja tornada pública no site oficial da Gosavtoinspektsiya (inspeção de trânsito russa) no prazo de dez dias.

Apesar de a arquitetura do sistema estar a ser definida agora, a entrada em vigor não será imediata: os primeiros relatórios deverão ser elaborados com base nos resultados do ano de 2027.

Taxas de aprovação e reprovação passam a contar na classificação

A metodologia proposta não se limita a medir a taxa de sucesso global: entre os indicadores previstos estão a percentagem de alunos que passam, à primeira tentativa, nos exames teórico e prático, bem como a proporção de exames não aprovados. A leitura destes dados pretende mostrar até que ponto cada escola prepara os candidatos para os requisitos formais de avaliação.

Novo critério: acidentes causados por condutores com menos de dois anos de carta

A principal novidade, porém, é a introdução de um parâmetro ligado ao comportamento dos diplomados na estrada. O MVD quer passar a contabilizar os acidentes de viação provocados por antigos alunos das escolas de condução com até dois anos de experiência, considerando apenas ocorrências com feridos e mortos.

Para tornar os dados comparáveis entre entidades com diferentes dimensões, os acidentes serão calculados por cada mil diplomados de cada escola.

Da “preparação para o exame” à segurança rodoviária

Com esta mudança, o foco desloca-se do desempenho em exame para a segurança rodoviária real, procurando aferir se as competências adquiridas durante a formação se traduzem em menos situações de risco após a obtenção da carta.

Na prática, escolas centradas sobretudo no “treino para passar” podem ver a sua avaliação penalizada se, posteriormente, os seus ex-alunos registarem maior envolvimento em sinistros. O projeto parte do princípio de que um ranking público e facilmente interpretável poderá pressionar o setor a elevar padrões e ajudar os candidatos a escolher melhor onde aprender a conduzir.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário