Volkswagen pondera GPL e motores flex-fuel na Índia para cumprir novas metas de consumo a partir de 2027
A Volkswagen Group está a preparar uma mudança significativa na sua estratégia de motorizações na Índia, avaliando a introdução de soluções como GPL (gás de petróleo liquefeito) e motores flex-fuel, numa resposta direta às futuras regras CAFE-3. As novas normas entram em vigor em 2027 e obrigarão as marcas a reduzirem o consumo médio da gama em quase 20% até 2032.
Grupo admite que alternativas aos elétricos passam a ser parte “obrigatória” do portefólio
Piyush Arora, responsável da Skoda Auto Volkswagen India, confirmou que a empresa está a trabalhar em várias frentes em simultâneo: expansão da oferta de veículos elétricos, uma atualização de até 20 modelos ao longo de 2026 e a análise de tecnologias de combustível alternativo como componente essencial da estratégia local.
Sem híbridos, CNG ou flex-fuel, Volkswagen surge entre as mais expostas às regras CAFE-3
A urgência é maior porque, atualmente, a gama indiana de Skoda, Volkswagen e Audi não inclui versões híbridas, a GNV/CNG ou flex-fuel. Com o aperto regulatório a aproximar-se, a necessidade de decisões estratégicas acelera mais depressa do que a transição do mercado para veículos elétricos - num país onde a quota de EV ainda não ultrapassa 4%.
Infraestrutura lenta e consumidores sensíveis ao preço dificultam aposta exclusiva nos EV
A Índia é apontada como um dos poucos grandes mercados onde a eletrificação, por si só, ainda não é uma resposta suficiente para cumprir metas ambientais mais exigentes. O desenvolvimento da rede de carregamento continua a avançar de forma limitada e a sensibilidade ao preço por parte dos compradores é elevada, o que aumenta o risco de uma estratégia centrada apenas em elétricos resultar em perda de quota.
Neste contexto, a concorrência pode beneficiar se avançar mais depressa com opções flex-fuel, uma tecnologia que, segundo a informação disponível, tem recebido apoio mais determinado do Governo indiano do que a eletrificação tradicional.
Estratégia na Índia obriga a afastar-se do “modelo europeu” de eletrificação total
Para a Volkswagen, o cenário indiano implica romper com a abordagem mais típica na Europa, assente numa transição predominantemente elétrica. No mercado indiano, tende a ganhar espaço quem conseguir disponibilizar várias motorizações e ajustá-las às condições locais - desde o combustível disponível às exigências regulatórias e ao custo total de utilização.
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