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Baterias dos carros elétricos falham: o Peugeot demora mais a carregar do que a conduzir.

Carro elétrico Peugeot prateado ligado a carregador em showroom iluminado, com mapa na parede ao fundo.

Atrasos nas baterias da ACC travam lançamentos elétricos da Stellantis, diz Bloomberg

A Stellantis está a enfrentar atrasos significativos no lançamento de novos modelos elétricos na Europa devido a dificuldades numa das suas principais unidades de fornecimento de baterias. Segundo a Bloomberg, a Automotive Cells Co. (ACC), fabricante francesa de acumuladores, não está a conseguir produzir ao ritmo previsto as baterias de maior autonomia destinadas aos novos Peugeot 3008 e 5008.

Produção muito abaixo do previsto adia entregas até oito meses

As baterias em causa são fundamentais para cumprir as especificações de autonomia anunciadas para os modelos de topo da Stellantis. No entanto, a produção real ficou muito aquém do planeado: a ACC estará a fabricar cerca de mil conjuntos por mês, um volume várias vezes inferior ao objetivo inicial.

Como consequência, o início das entregas destes veículos poderá ser empurrado por um período que pode chegar a oito meses, aumentando a pressão sobre o calendário industrial do grupo e sobre a sua estratégia de eletrificação no mercado europeu.

ACC admite dificuldades no aumento de capacidade

A ACC reconhece que o processo de subida de produção está a ser mais complexo do que o esperado. “O ramp-up é muito difícil, mas estamos a fazer tudo o que podemos para servir os clientes”, afirmou o secretário-geral da empresa, citado pela Bloomberg.

Contratempo na Europa surge após ajustes na oferta nos EUA

O problema surge numa altura delicada para a Stellantis, depois de a empresa ter decidido recentemente reduzir a oferta de versões híbridas nos Estados Unidos - nomeadamente do Jeep Wrangler, do Grand Cherokee e do Chrysler Pacifica - devido a uma procura inferior ao esperado.

Agora, com o entrave nas baterias de longa autonomia para os novos Peugeot, a aceleração da transição para a mobilidade elétrica na Europa poderá perder fôlego, num contexto em que o segmento se torna cada vez mais disputado entre fabricantes.

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