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Pior impossível: A Nio registou o seu pior recorde de vendas na Europa.

Carro azul elétrico moderno em showroom com bandeiras ao fundo e carregador à direita.

Nio regista apenas um carro novo na Alemanha em janeiro de 2026, apesar do boom dos elétricos

A marca chinesa de veículos elétricos Nio caiu para um mínimo histórico no mercado alemão ao matricular apenas um automóvel novo em janeiro de 2026, segundo dados da Autoridade Federal de Transportes Motorizados da Alemanha (KBA). Trata-se do pior registo desde a entrada da empresa no país, em 2023, num momento em que o segmento dos elétricos continua a ganhar peso.

Queda de vendas em 2025, mesmo com o mercado a crescer

Ao longo de 2025, as vendas da Nio na Alemanha recuaram 18,3%, fixando-se em 325 unidades. A quebra contrasta com a tendência geral do mercado: em janeiro, a quota de veículos elétricos no país subiu para 22% e o número de matrículas de elétricos aumentou 24,4% em termos homólogos.

Ainda assim, a Nio não conseguiu acompanhar esta evolução, apesar de a Alemanha ser um dos principais mercados automóveis europeus e um barómetro para as marcas que procuram consolidar presença no continente.

Incentivos ao crédito e limitações na oferta do ET5

Para tentar dinamizar a procura, a empresa tem vindo a apresentar medidas de apoio ao cliente, incluindo financiamento com taxa de juro de 0%. No entanto, a disponibilidade de modelos parece ser um obstáculo.

Na Alemanha, o Nio ET5, um dos modelos centrais da gama, está atualmente apenas disponível a partir de stock, com os concessionários a continuarem a vender viaturas produzidas em 2023 e 2024, numa tentativa de reduzir excedentes.

Concorrentes chineses avançam na Alemanha

Enquanto a Nio recua, outras marcas com origem na China estão a ganhar terreno no mercado alemão:

  • A Polestar aumentou as vendas em 57% em 2025;
  • A XPeng multiplicou as vendas por sete no mesmo ano;
  • A BYD registou em janeiro um salto de 1000% nas entregas face ao período homólogo.

Dificuldades também se estendem a outros mercados europeus

O cenário desfavorável não se limita à Alemanha. Na Suécia, a Nio não vendeu qualquer automóvel durante um mês, e na Noruega a marca teve o janeiro mais fraco dos últimos três anos.

Estes resultados surgem numa fase em que o interesse por elétricos urbanos tem vindo a aumentar em várias geografias europeias, alimentado por metas climáticas, reforço de infraestruturas de carregamento e maior diversidade de oferta no segmento.

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