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O Atto 2 muda de localização: a BYD encontrou uma forma de tornar o carro elétrico mais barato.

Funcionário inspecciona carroçaria de automóvel em fábrica com robôs.

BYD pondera produzir o Atto 2 na Europa para baixar preço face à concorrência

O BYD Atto 2, atualmente importado da China para o mercado europeu com um preço a partir de 36 690 euros, poderá vir a ser produzido na Hungria, numa estratégia destinada a contornar a taxa aduaneira da União Europeia sobre veículos elétricos oriundos da China, que pode atingir 27%. A mudança de produção poderá reduzir o preço final em vários milhares de euros e reforçar a competitividade do modelo no segmento dos SUV compactos elétricos.

Importações da China pressionam o preço na Europa

Na Europa, o Atto 2 chega hoje por via de importação chinesa, o que o coloca numa faixa de preço muito próxima de rivais montados no continente, como o Peugeot e-2008, o Volvo EX30 e o Opel Mokka Electric.

Uma das principais explicações para esta proximidade de valores, apesar das diferenças de origem, é o impacto das tarifas de importação aplicadas pela UE aos elétricos vindos da China.

Produção europeia pode reduzir custo e aumentar competitividade

Ao transferir a produção para a Europa, a BYD pretende evitar a sobretaxa associada às importações, abrindo margem para baixar o preço do Atto 2 e torná-lo mais atrativo num mercado onde a concorrência em veículos elétricos compactos tem vindo a intensificar-se.

Embora em alguns países o Atto 2 seja comercializado também como híbrido plug-in, no mercado europeu o crossover é disponibilizado apenas na versão 100% elétrica.

Calendário ainda por revelar e expansão industrial em cima da mesa

A marca não avançou com datas concretas para o arranque da produção do Atto 2 na Hungria. Ainda assim, a BYD confirmou que pretende continuar a expandir a sua presença industrial na Europa e está a avaliar a abertura de uma terceira fábrica.

Atualmente, a empresa já dispõe de unidades de produção na Hungria e na Turquia.

Impacto esperado no mercado em 2026

A chegada do Atto 2 com produção europeia poderá reforçar a posição da BYD no mercado de novos automóveis em 2026 e acentuar a pressão competitiva nos preços entre os crossovers elétricos compactos, um dos segmentos mais disputados na transição para a mobilidade elétrica.

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