Vendas globais da Chery superam 200 mil em janeiro de 2026, mas recuam 11% com travão na China
As vendas mundiais do grupo Chery Automobile ultrapassaram 200 mil automóveis em janeiro de 2026, uma descida de 11% face ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da GlobalData. O recuo foi atribuído sobretudo à quebra do mercado interno chinês, que caiu 16% depois de alterações nas tarifas de apoio estatal, embora a marca tenha mitigado o impacto através de uma forte aposta no exterior. A informação foi divulgada pelo analista Serguei Tselikov no seu canal do Telegram.
Exportações disparam 48% e reforçam liderança chinesa no exterior
Apesar do abrandamento doméstico, a Chery acelerou a expansão internacional. As exportações cresceram 48%, atingindo 119,6 mil unidades, o que permitiu ao grupo consolidar-se como o maior exportador de automóveis da China.
Este reposicionamento alterou de forma visível a composição das vendas, com um peso crescente dos mercados externos - um movimento alinhado com a tendência de 2026, em que marcas chinesas intensificam a presença global para compensar oscilações no consumo interno.
Rússia: 16 422 carros em janeiro para 10 marcas associadas à Chery, com 20,4% de quota
No mercado russo, as vendas combinadas de dez marcas ligadas à Chery totalizaram 16 422 veículos em janeiro, menos 9% do que há um ano. Ainda assim, este conjunto garantiu 20,4% do mercado total no país.
A liderança ficou com a recém-chegada Tenet, com 8449 unidades. Seguiram-se, em volume, Jetour, Chery, Exeed, Omoda e Jaecoo.
Grupo mantém peso num mercado onde o preço e o equipamento ditam a escolha
Mesmo com sinais mistos - queda no total global e no desempenho russo, mas crescimento robusto no exterior - a Chery continua a ser um dos nomes mais influentes na Rússia. Num contexto de maior concorrência entre marcas chinesas, os consumidores tendem a comparar cada vez mais preço e nível de equipamento na hora de escolher o modelo mais vantajoso.
Estratégia: compensar a fraqueza interna com ofensiva internacional
A leitura dos dados aponta para uma postura de adaptação: a contração na China está a ser equilibrada por uma estratégia de exportação agressiva. Se esta dinâmica se mantiver, a presença do setor automóvel chinês nos mercados internacionais deverá continuar a ganhar peso, incluindo na Rússia.
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