Renault alarga oferta do Symbioz com nova versão mild-hybrid de 140 cv
A Renault passa a oferecer o Symbioz com duas abordagens híbridas: mild-hybrid (nova) e híbrido pleno E‑Tech (já existente). Na prática, isto dá mais escolha, mas também torna a comparação de preços/equipamento menos óbvia - porque o mild-hybrid não é a versão de entrada.
Novo Symbioz Mild-Hybrid 140: motor 1.3 e caixa EDC de 7 velocidades
A nova versão usa um 1.3 a gasolina de quatro cilindros com hibridização ligeira, entregando 140 cv e 245 Nm, ligado a uma caixa automática EDC de 7 relações (dupla embraiagem).
O que isto significa no dia a dia:
- Um mild-hybrid ajuda sobretudo em arranques e recuperações e a tornar o start/stop mais suave; não costuma permitir condução 100% elétrica por longos momentos.
- A EDC tende a ser eficiente, mas em trânsito lento pode parecer menos “linear” do que uma caixa tradicional; em geral, vale a pena respeitar o plano de manutenção e evitar “meio pedal” constante em manobras longas.
- Face ao E‑Tech 160, esta opção fica 20 cv abaixo e, em uso urbano com pára‑arranca, é comum o híbrido pleno ter vantagem em consumo e conforto de condução (porque consegue “rolar” mais vezes em elétrico).
Preços do mild-hybrid: a partir de 37 790 euros
O Symbioz Mild-Hybrid 140 EDC começa nos 37 790 €, e entra na gama já em Techno. O nível Esprit Alpine custa 39 390 €.
Antes de decidir, confirme dois pontos que mexem muito com o valor real:
- Equipamento incluído: como o mild-hybrid arranca em Techno, pode trazer itens que, noutras versões, são opcionais.
- Condições comerciais: em Portugal, campanhas, retomas e financiamento podem “baralhar” a diferença entre versões - compare sempre preço final e não só PVP.
O híbrido pleno continua a ser a porta de entrada na gama
Apesar do novo mild-hybrid, o E‑Tech 160 continua a ser o Symbioz mais barato: em Evolution, começa nos 36 290 €.
No nível Techno, o E‑Tech 160 custa 38 290 €, ou seja, mais 500 € do que o mild-hybrid equivalente. A gama E‑Tech inclui ainda Esprit Alpine (39 890 €) e Iconic (42 390 €).
Regra prática para escolher (sem complicar):
- Se faz muito percurso citadino/IC19-2.ª Circular com pára‑arranca, o E‑Tech tende a compensar mais pelo funcionamento híbrido pleno.
- Se faz mais autoestrada/estradas rápidas e quer uma mecânica mais “convencional” na sensação de condução, o mild-hybrid pode fazer sentido - mas a diferença de 500 € em Techno torna o E‑Tech difícil de ignorar.
- Para valor de revenda, a procura por híbridos plenos costuma ser mais estável quando o diferencial de preço é pequeno (como aqui), embora dependa do mercado e do equipamento.
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