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Taxas baixaram, mas os créditos não ficaram mais baratos: o que se passa no mercado automóvel?

Carro desportivo prateado com rodas douradas, exposto num showroom com janelas grandes e luz natural.

Banco Central da Rússia corta taxa directora para 15,5%, mas impacto no crédito automóvel pode ser limitado

O Banco Central da Rússia anunciou a 13 de fevereiro uma descida da taxa directora para 15,5%, sinalizando, pelo menos em teoria, o início de um abrandamento gradual da política monetária. Ainda assim, no mercado de crédito automóvel, o alívio para os consumidores poderá demorar a chegar e ser menos visível do que a redução sugere.

Fabricantes podem rever subsídios às taxas

Com a taxa de referência mais baixa, os grupos automóveis poderão reavaliar os seus programas próprios de subsidiação de juros, reduzindo parte do apoio e, assim, neutralizando parcialmente o efeito da decisão do regulador. Na prática, isto pode significar que a descida da taxa directora não se traduz automaticamente em prestações mais baixas para quem compra carro novo.

Usados dependem da saúde financeira dos concessionários

No segmento dos automóveis usados, o cenário é descrito como mais complexo. Aqui, a concessão de crédito está fortemente ligada à situação financeira dos concessionários, que continuam a operar com capital circulante caro, um factor que mantém a pressão sobre custos e condições de financiamento.

Bancos exigem mais comprovativos e mantêm prudência

Do lado da banca, a tendência vai no sentido oposto ao esperado numa fase de juros em queda: os bancos estão a apertar os critérios de acesso ao crédito, solicitando com maior frequência comprovativos oficiais de rendimento. Mesmo com a taxa directora a descer, os riscos percepcionados pelos credores continuam elevados, o que limita a rapidez com que o crédito automóvel pode ficar mais barato.

Um sinal positivo, mas sem descida rápida nas prestações

A decisão do Banco Central é vista como um indicador favorável para o mercado, mas a expectativa de um corte acentuado e imediato no custo dos empréstimos para automóvel é, por agora, prematura. O desfecho dependerá das políticas comerciais dos bancos e de como evoluirão as próximas decisões do regulador.

O que pode mudar até 2026

A redução para 15,5% é descrita como apenas o primeiro passo. Se o Banco Central da Rússia avançar com um ciclo continuado de flexibilização, o mercado automóvel em 2026 poderá ganhar novo fôlego. Ainda assim, o texto sublinha que não são esperadas mudanças rápidas e marcantes nas condições de crédito no curto prazo.

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