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Este detalhe pode danificar o motor: o que muitos esquecem ao trocar o óleo.

Mão ajusta parafuso de drenagem de óleo sob um carro, com filtro de óleo e ferramenta ao lado.

Poupar na revisão pode sair caro: a pequena anilha que evita fugas de óleo e avarias no motor

A tentativa de reduzir custos na manutenção do automóvel - sobretudo num carro usado - acaba muitas vezes por ter o efeito contrário. Um dos erros mais comuns e menos valorizados nas mudanças de óleo é não substituir a anilha do bujão de drenagem do cárter, uma peça barata que, quando ignorada, pode abrir caminho a fugas e a danos graves no motor.

Para que serve a anilha do bujão do cárter

Sempre que o óleo do motor é trocado, o bujão de drenagem é apertado contra o cárter com uma anilha (normalmente de alumínio ou cobre). Esta anilha foi concebida para deformar ligeiramente no primeiro aperto, garantindo a vedação entre as superfícies.

Ao reutilizá-la, essa capacidade de vedação deixa de ser fiável - especialmente se o bujão tiver sido apertado em excesso numa revisão anterior ou se o cárter apresentar pequenas irregularidades na zona de contacto.

Da “humidade” ao risco de falta de lubrificação em andamento

No cenário mais benigno, a falha traduz-se numa ligeira transpiração de óleo: o condutor nota uma descida gradual do nível na vareta e começa a ver marcas no chão ou na parte inferior do motor.

Mas a situação pode piorar com o carro em circulação. Uma fuga mais significativa pode levar à queda da pressão do óleo e aumentar o risco de o motor trabalhar com lubrificação insuficiente - uma das condições que mais rapidamente provoca desgaste interno.

Reparações caras: do desgaste interno ao motor “feito”

As consequências variam, mas podem ir desde o desgaste de componentes internos até à necessidade de uma reparação profunda do motor. Há ainda casos em que o bujão é colocado sem anilha, na esperança de que “aguente”.

Este tipo de improviso é particularmente arriscado em cárteres de alumínio: quando aparece a fuga, muitos tentam compensar apertando ainda mais o bujão. O resultado pode ser a rosca danificada - e aí a fatura sobe de patamar, com intervenções mais complexas e caras.

A falsa poupança que gera despesas adicionais

Mesmo quando a fuga é detetada a tempo, a poupança inicial tende a transformar-se em custos extra, como:

  • nova ida à oficina;
  • necessidade de repetir a operação e, em alguns casos, substituir novamente o óleo;
  • compra tardia da anilha;
  • reposição do óleo perdido.

Somados, estes gastos ultrapassam largamente o valor de uma peça que custa pouco.

Um detalhe pequeno, uma regra simples na manutenção

A anilha do bujão de drenagem é um exemplo clássico de como um componente aparentemente insignificante faz diferença. Tendo em conta o custo do óleo - e, sobretudo, o custo de reparar um motor - a substituição da anilha em cada mudança de óleo não é excesso de zelo: é uma medida básica de manutenção preventiva e de “higiene” técnica do automóvel.

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