Waymo afasta críticas no Senado dos EUA sobre apoio remoto a robotáxis a partir das Filipinas
A Waymo respondeu às preocupações levantadas por legisladores norte-americanos sobre a utilização de equipas no estrangeiro no apoio operacional aos seus robotáxis nos Estados Unidos, após virem a público detalhes sobre centros de assistência remota nas Filipinas.
Quatro centros de apoio e cerca de 70 colaboradores em simultâneo
Numa audição no Senado, o diretor de segurança (chief safety officer) da Waymo, Maurício Peña, indicou que a empresa opera quatro centros de assistência remota: dois localizados nas Filipinas e outros dois em território norte-americano, no Arizona e no Michigan. Segundo o responsável, estes centros podem envolver, ao mesmo tempo, aproximadamente 70 trabalhadores.
Empresa garante que equipas no estrangeiro não “conduzem” os veículos
A Waymo sublinhou que os colaboradores fora dos EUA não controlam os carros à distância. De acordo com a empresa, a intervenção humana só acontece quando o próprio veículo solicita apoio, por exemplo perante uma situação considerada ambígua pelo sistema.
Nesses casos, os operadores limitam-se a fornecer recomendações. A decisão final, acrescenta a Waymo, permanece com o sistema autónomo Waymo Driver, que pode rejeitar qualquer sugestão dada por um operador.
Capacidade de movimentação remota limitada a equipa dos EUA e a 3 km/h
A empresa esclareceu ainda que a única funcionalidade que permite forçar remotamente o veículo a deslocar-se até 2 milhas por hora (cerca de 3 km/h), para libertar uma faixa de rodagem, está reservada à equipa norte-americana de resposta a incidentes.
A Waymo afirmou que, fora de cenários de treino, essa função não foi utilizada.
Senadores apontam riscos de segurança, ciberproteção e deslocalização de empregos
Os senadores Ed Markey e Buddy Carter manifestaram inquietação quanto a potenciais impactos na segurança rodoviária e na cibersegurança, além do risco de transferência de postos de trabalho para fora dos EUA.
Em resposta, a Waymo indicou que todos os operadores têm de possuir carta de condução para veículos ligeiros de passageiros ou carrinhas e estão sujeitos a verificação de infrações ao código da estrada.
Debate sobre responsabilidades ganha peso com a expansão da condução autónoma
Com o crescimento dos veículos elétricos urbanos e dos serviços de mobilidade autónoma, o tema da distribuição de responsabilidades entre o software e a intervenção humana tornou-se um dos pontos centrais para reguladores e decisores políticos, num setor em rápida evolução.
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