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Subaru WRX apareceu no caso Epstein: negócio falhou devido à caixa manual.

Carro azul em exposição em salão automóvel, placa da frente escrita "Epstein Files" e pessoa à frente com papéis.

Arquivos do caso Epstein revelam episódio inesperado com um Subaru: compra de um WRX caiu por ser de caixa manual

Novos documentos de arquivo associados ao processo de Jeffrey Epstein trouxeram à luz um detalhe inesperado e quase prosaico: no final de 2017, o contabilista de Epstein, Richard Kahn, esteve a procurar um Subaru WRX do ano-modelo 2018, mas o negócio foi abandonado à última hora depois de se perceber que o carro tinha caixa manual - quando a exigência era uma transmissão automática.

Carro destinava-se ao motorista e assistente, não a Epstein

De acordo com a correspondência incluída nos materiais agora conhecidos, o automóvel não seria para uso do próprio Epstein, mas sim para o seu motorista e assistente, Jojo Fontanille. Nos e-mails, Kahn tratou de opções de compra e da forma como o veículo seria formalmente registado.

Registo ponderado entre Fontanille e empresas de Epstein

A documentação indica que estava em cima da mesa a possibilidade de o carro ficar em nome de Jojo Fontanille ou, em alternativa, ser registado em nome de uma das empresas de Epstein - um procedimento frequentemente usado para gerir custos e responsabilidades associadas a viaturas de serviço.

Negócio caiu quando se percebeu que o WRX era manual

A compra do Subaru WRX acabou por ser cancelada por um motivo simples e inesperado. Ao descobrir que a unidade selecionada era de caixa manual, Richard Kahn enviou uma mensagem a Epstein a pedir que ignorasse o assunto: “Por favor, ignore. Acabei de perceber que é caixa manual, precisamos de automático.” Depois disso, o WRX foi descartado.

Procura mudou para o Subaru Legacy, disponível apenas com automático em 2018

Após desistir do WRX, Kahn terá direcionado a pesquisa para um Subaru Legacy, modelo que em 2018 era comercializado exclusivamente com transmissão automática, correspondendo assim ao requisito indicado na troca de mensagens.

Um detalhe irónico: Kahn recebeu 25 milhões de dólares no testamento

Os mesmos documentos de arquivo incluem ainda um elemento que acrescenta ironia ao episódio: no seu testamento, Jeffrey Epstein deixou a Richard Kahn 25 milhões de dólares.

De uma tentativa de poupança de 710 dólares a um dos maiores beneficiários

Segundo os materiais, Kahn tinha procurado poupar 710 dólares na compra do Subaru WRX. No entanto, acabaria por se tornar um dos principais herdeiros indicados no testamento de Epstein. O episódio sublinha como, mesmo em contextos de grande riqueza, a decisão sobre um automóvel pode depender de um pormenor técnico - neste caso, a transmissão - e não do preço ou do estatuto associado ao modelo, sendo a caixa manual nos Estados Unidos uma opção hoje considerada mais de nicho.

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