Euro NCAP endurece testes: assistência à condução, prevenção de acidentes e resposta pós-colisão sob novos critérios
O Euro NCAP vai apertar o escrutínio sobre a segurança automóvel na Europa, com novas abordagens de teste que colocam mais pressão nos sistemas de assistência à condução, na prevenção de acidentes e na proteção de ocupantes - incluindo crianças e idosos -, além de reforçar as exigências relativas ao que acontece depois de uma colisão, sobretudo em veículos elétricos.
Assistência à condução passa a ser avaliada também pela “previsibilidade”
A primeira frente da reforma incide na condução segura e dá maior peso ao desempenho dos assistentes de condução. Entre os sistemas em foco estão a manutenção na faixa, o cruise control adaptativo e a travagem automática de emergência.
Segundo a nova orientação, os especialistas pretendem medir não apenas a precisão destas tecnologias, mas também a forma como interagem com o condutor - nomeadamente se o seu comportamento é consistente e previsível em diferentes situações, reduzindo riscos associados a reações inesperadas.
Prevenção de colisões: mais testes em cenários dinâmicos e com utilizadores vulneráveis
O segundo conjunto de mudanças centra-se em evitar acidentes. Para isso, serão colocados à prova os algoritmos de deteção e reconhecimento de peões e ciclistas, bem como a capacidade de identificar obstáculos.
A avaliação inclui ainda a eficácia da monitorização de ângulos mortos e a correção da resposta da eletrónica quando o trânsito muda rapidamente, em cenários dinâmicos de circulação.
Proteção dos ocupantes: novos ensaios frontais a baixa velocidade e mais foco em crianças e idosos
A terceira área reforçada diz respeito à segurança dos passageiros. O Euro NCAP passa a introduzir metodologias atualizadas para impactos frontais a baixa velocidade e a ampliar a atenção dada a grupos particularmente vulneráveis, como crianças e pessoas idosas.
Em paralelo, sobem as exigências sobre a capacidade de absorção de energia da estrutura do veículo e sobre os sistemas de airbags, elementos considerados determinantes para reduzir lesões em colisões.
Resgate e pós-acidente: portas, alta tensão e alertas de emergência sob maior exigência
Por fim, os critérios relativos às operações de salvamento ganham mais peso. Entre os pontos avaliados está a facilidade de abrir as portas após um impacto, um detalhe que pode acelerar o acesso das equipas de socorro.
No caso dos automóveis elétricos, o Euro NCAP quer verificar a desativação correta dos sistemas de alta tensão e a transmissão adequada de notificações de acidente - aspetos relevantes para a segurança de ocupantes e de intervenientes no resgate.
Custos e competitividade: fabricantes pressionados por sensores, materiais e eletrónica
A reforma representa uma exigência adicional para os construtores, já que os novos padrões implicam, em muitos casos, sensores mais sofisticados, materiais mais caros e eletrónica de maior precisão.
Apesar do esforço, cumprir os critérios do Euro NCAP continua a ser um fator decisivo para a competitividade das marcas no mercado europeu, onde as classificações de segurança influenciam diretamente a perceção do público e as decisões de compra.
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