Toyota prepara Highlander 100% elétrico com até 510 km de autonomia e produção no Kentucky
A Toyota vai lançar uma versão totalmente elétrica do Highlander, mantendo o formato de SUV grande com três filas de bancos que, desde 2001, já ultrapassou os 3,6 milhões de unidades vendidas. O novo modelo assenta na plataforma TNGA-K e está previsto ser produzido no estado norte-americano do Kentucky.
Dois níveis de bateria e duas potências anunciadas
Os clientes terão à escolha duas capacidades de bateria:
- 76,96 kWh, com autonomia até 460 km
- 95,82 kWh, com autonomia-alvo até 510 km na versão AWD (tração integral)
Em termos de desempenho, a Toyota aponta para duas variantes:
- Versão base: 221 cv
- Versão superior: 338 cv
Carregamento rápido com foco no desempenho em tempo frio
A marca afirma que o Highlander elétrico vai suportar carregamento rápido até 80% em menos de 30 minutos, mesmo com temperaturas baixas, graças a uma função de pré-aquecimento da bateria pensada para melhorar a eficiência do carregamento em clima frio.
Interior renovado e configurações para 6 ou 7 lugares
No habitáculo, o modelo estreia uma nova arquitetura, com destaque para:
- Ecrã multimédia de 14 polegadas
- Painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas
A lotação mantém o foco familiar, com duas opções:
- 7 lugares na configuração 2-3-2
- 6 lugares com cadeirões individuais (estilo “capitão”) na segunda fila
Toyota aposta no nome Highlander num mercado mais cauteloso com elétricos grandes
Num momento em que o interesse por SUV elétricos de grande dimensão dá sinais de abrandamento, a Toyota procura ancorar a proposta num nome consolidado, apostando no reconhecimento do Highlander para atrair famílias que valorizam espaço e versatilidade.
Rivais diretos: Ioniq 9, EV9 e EX90
No segmento, o Highlander elétrico vai enfrentar concorrentes já apontados como referência entre os SUV elétricos de sete lugares, incluindo:
- Hyundai Ioniq 9
- Kia EV9
- Volvo EX90
Com a oferta a crescer nesta categoria, o desempenho comercial do modelo deverá depender de forma decisiva do preço: a habitabilidade e a familiaridade do nome jogam a favor, mas o mercado tende a exigir um equilíbrio cada vez mais apertado entre dimensão e eficiência.
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