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Os carros elétricos desvalorizam rápido, como smartphones: veja o que acontece aos preços dos elétricos usados.

Carro elétrico cor de cobre em exposição num salão de automóveis, com estação de carregamento ao fundo.

Elétricos na Austrália desvalorizam mais depressa em 2025, aponta AADA

Os veículos elétricos (EV) na Austrália começaram em 2025 a perder valor a um ritmo significativamente mais elevado do que no ano anterior. Segundo dados da Australian Automotive Dealer Association (AADA), após um ano de utilização os EV retêm agora, em média, 84,5% do preço, quando em 2024 mantinham 94,8% - uma subida da amortização de 5,2% para 15,5%.

A metodologia usada baseia-se no ano de matrícula/produção, o que significa que parte dos automóveis analisados pode ter, na prática, menos de 12 meses. Ainda assim, a associação considera que o sentido da evolução é claro. Como exemplo ilustrativo, um elétrico comprado por 60 000 dólares australianos passa a valer, em média, 50 700 dólares australianos ao fim de um ano.

Apesar da queda, elétricos ainda superam o mercado e alguns segmentos

Mesmo com a desvalorização acelerada, os elétricos continuam a apresentar melhor desempenho do que o mercado automóvel no seu conjunto. A AADA estima que a média global de retained value ao fim de um ano seja de 66,8%.

No recorte por tipos de veículo, os EV também ficam à frente de: - Pick-ups: 72% - SUV: 67,5%

James Voortman, presidente executivo da AADA, afirma que o mercado está a entrar numa fase de maior normalização depois do período de fortes subidas de preços durante a pandemia de COVID-19, com mais oferta e maior previsibilidade no comportamento dos compradores.

Concorrência, inovação rápida e mais usados explicam o novo ritmo de desvalorização

A AADA aponta três fatores principais para a aceleração da perda de valor dos elétricos:

  1. Concorrência mais intensa e reduções agressivas de preço nos modelos novos
  2. Ciclos tecnológicos mais curtos, com melhorias rápidas em baterias, carregamento e autonomia
  3. Aumento da oferta no mercado de usados, que pressiona os preços em segunda mão

A associação indica ainda que, ao fim de três anos, o valor residual médio dos elétricos desce para 55,5%.

Tendência mensal mostra queda ao longo do ano

Os números mensais também apontam para um desgaste progressivo do valor ao longo de 2025: a retenção média passou de 84,5% em janeiro para 75,1% em dezembro.

Para quem pretende comprar, o sinal é de que bons negócios em elétricos usados podem tornar-se cada vez mais comuns. Já os proprietários são alertados para a necessidade de considerar uma desvalorização mais rápida, num contexto em que as novas gerações de tecnologia chegam ao mercado a um ritmo acelerado.

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