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Duas categorias de carros vão salvar o mercado: o novo imposto de sucata não se aplica a elas.

Dois carros lado a lado numa sala iluminada: à esquerda, sedan bege; à direita, SUV branco.

Aumento da taxa de reciclagem não trava importações de automóveis na Rússia, mas altera o tipo de carros que chega ao país

Apesar do agravamento da taxa de reciclagem aplicada a veículos importados, o volume de carros que entram na Rússia não diminuiu - o mercado está, isso sim, a reorganizar-se por segmentos. A avaliação é de Alexandre Stepanov, fundador da Sun Auto, que identifica duas categorias que hoje continuam a ser as mais vantajosas para importar: modelos com potência até 160 cv e automóveis novos equipados com motores 2.0 litros.

Modelos até 160 cv: o segmento mais procurado por causa do menor encargo

Segundo Stepanov, os veículos com potência até 160 cv mantêm-se como a escolha mais popular porque enfrentam o nível mais baixo de taxa de reciclagem. Esta faixa atrai tanto compradores particulares como frotas empresariais, por permitir controlar custos sem abdicar de equipamentos.

Entre os modelos que chegam com regularidade ao mercado russo, o especialista aponta:

  • Toyota Corolla
  • Honda XR-V
  • Audi Q3
  • Audi A3
  • BMW X1 1.5
  • Mazda CX-5

Na prática, diz, estes automóveis destacam-se por combinarem preço e níveis de equipamento competitivos com uma carga fiscal mais leve.

Novos com motor 2.0: subida “moderada” mantém importação atrativa

A segunda categoria identificada por Stepanov são os carros novos com motorizações de 2,0 litros, um grupo em que o aumento da taxa de reciclagem terá sido, nas suas palavras, relativamente contido. Por isso, vários modelos continuam a compensar, mesmo com custos adicionais.

Entre os exemplos citados estão:

  • BMW X3
  • BMW X1 (2.0)
  • Toyota Highlander
  • Toyota RAV4

A ausência de fornecimento oficial e a falta de alternativas comparáveis no mercado interno são, segundo o fundador da Sun Auto, fatores que sustentam a procura e ajudam a justificar a importação.

Premium até três anos: procura resiste porque o problema é a disponibilidade, não o preço

Stepanov destaca ainda um terceiro bloco, o segmento premium com até três anos de uso, onde o impacto do novo encargo é praticamente irrelevante para a procura. Neste nicho, o consumidor estaria menos focado no preço e mais na possibilidade de comprar modelos que, segundo o especialista, não estão disponíveis nos concessionários.

Neste grupo, continuam a vender-se com estabilidade:

  • BMW X5 / X7
  • Mercedes GLE / GLS
  • Toyota Land Cruiser 300
  • Lexus LX

Para este perfil de comprador, afirma, a taxa mais elevada tende a ser encarada como uma formalidade.

Mercado mais “arrumado” por faixas de motorização e perfil de uso

Na conclusão, o especialista sustenta que o mercado de importação na Rússia está a tornar-se mais segmentado: o volume de massas consolida-se nos motores até 160 cv, as necessidades familiares e empresariais são sobretudo atendidas por modelos 2.0 litros, e o premium deverá continuar a crescer independentemente da carga fiscal, porque, segundo Stepanov, faltam alternativas domésticas.

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