Bateria de alta tensão: o “coração” mais caro dos híbridos e quanto pode durar
A bateria de alta tensão é, regra geral, o componente mais dispendioso de um automóvel híbrido - e, por isso, a sua longevidade continua a ser uma das maiores preocupações dos proprietários. Embora os fabricantes projetem estes acumuladores para durarem tanto quanto o próprio veículo, dados reais apontam para uma vida útil que, na prática, costuma situar-se entre 160 mil e 320 mil quilómetros.
Garantias de fábrica dão pistas sobre a durabilidade
Uma forma indireta de estimar a resistência destas baterias é olhar para as garantias oferecidas. Nos Estados Unidos, o mínimo habitual é de 8 anos ou 80 mil milhas (cerca de 129 mil km). Já nos estados que seguem as regras CARB (California Air Resources Board), a cobertura sobe para 10 anos ou 150 mil milhas (aproximadamente 241 mil km).
Marcas como a Toyota e a Hyundai vão mais longe e alargam a garantia dos seus sistemas híbridos, sinalizando confiança no tempo de vida da bateria. Ainda assim, essa proteção não elimina a possibilidade de avarias.
Porque é que as baterias se degradam?
A perda de desempenho pode ter origens muito diferentes. Há casos em que o problema começa em defeitos de fabrico em células ou módulos - falhas de difícil previsão antes de surgirem.
O clima também conta, e muito: a exposição prolongada a temperaturas elevadas acelera o envelhecimento químico da bateria. Deixar o carro ao sol durante longos períodos, sobretudo sem ventilação adequada, tende a agravar o desgaste.
Para reduzir este efeito, os fabricantes costumam limitar artificialmente a faixa útil de carga (não permitindo carregar ou descarregar a 100%), uma estratégia que ajuda a prolongar a vida útil. Com o passar do tempo, porém, a perda de capacidade pode tornar-se significativa.
Sinais de alerta: quando a bateria começa a falhar
Os primeiros indícios nem sempre são óbvios, mas há sintomas típicos:
- Aumento do consumo e pior eficiência global do sistema híbrido
- Modo elétrico a entrar menos vezes ou por períodos mais curtos
- Indicações irregulares no mostrador de carga da bateria
- Mensagens de erro ou avisos no painel
Em situações mais graves, o híbrido pode não arrancar: em muitos modelos, são os motores elétricos que põem o motor de combustão em funcionamento, recorrendo precisamente ao conjunto de alta tensão.
O que fazer ao comprar um híbrido usado
Para quem está a pensar comprar um híbrido em segunda mão, a recomendação é clara: fazer um diagnóstico ao estado da bateria antes de fechar negócio. Se a bateria estiver perto do fim de vida, esse fator deve ser refletido no preço - já que uma substituição ou reparação pode representar um custo elevado.
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