Renault pondera fabricar futuros elétricos compactos em Espanha e aponta Palência como hipótese forte
A Renault está a reavaliar a sua estratégia industrial para os automóveis elétricos compactos e considera Espanha como novo polo de produção, com o diretor-geral do grupo, François Provost, a admitir uma “elevada probabilidade” de o complexo de Palência vir a montar futuros modelos elétricos do segmento C - embora a decisão final ainda não esteja tomada.
Produção de elétricos tem estado concentrada em França
Até agora, a produção de veículos 100% elétricos da Renault tem sido feita exclusivamente em França. Porém, num momento em que a concorrência de construtores chineses se intensifica e a União Europeia aperta as metas climáticas com horizonte em 2030, o fabricante está a estudar o alargamento da sua base industrial para ganhar margem de manobra e competitividade.
Segundo a administração, as fábricas espanholas têm demonstrado níveis de qualidade consistentes e, atualmente, apresentam custos inferiores aos verificados antes da pandemia.
Dois modelos poderão chegar a Palência a partir de 2028
Fontes do setor indicam que, a partir de 2028, Palência poderá receber a produção de dois modelos:
- Um elétrico do segmento C, com cerca de 4,5 metros de comprimento, comparável ao que se espera de uma futura geração do Scenic E-Tech. Está também em cima da mesa uma variante EREV (elétrico com extensor de autonomia).
- A próxima geração do Rafale (segmento D), equipada com um sistema híbrido plug-in (PHEV).
O volume potencial associado a estes projetos é estimado em cerca de 184 mil veículos por ano.
Fábrica já produz Austral, Espace e Rafale; decisão depende de negociações internas e laborais
Atualmente, a unidade de Palência produz os Renault Austral, Espace e Rafale. A eventual entrada de novos elétricos dependerá de validações internas no grupo e do desenrolar das negociações relativas a um novo acordo tarifário em Espanha.
Se avançar, a mudança poderá significar que os modelos lançados em 2026 e nos anos seguintes passem a ter uma distribuição de produção mais alargada dentro da Europa, reforçando a posição da Renault num mercado em rápida eletrificação.
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