Carros chineses ganham peso na Rússia; especialista aponta quando vender para evitar perdas
Depois de 2022, os automóveis chineses passaram a ocupar um lugar central no mercado russo e já representam cerca de 40% das vendas de carros novos. Com essa expansão, cresce também uma dúvida entre proprietários: qual é o melhor momento para vender um destes veículos para não perder dinheiro. À Rossiyskaya Gazeta, o especialista automóvel Alexander Kovalev explicou quais os sinais a ter em conta.
Não há “sintomas fatais” exclusivos nos modelos chineses, diz Kovalev
Segundo Kovalev, não existem indícios únicos ou “fatais” que se apliquem apenas a carros chineses. Na sua avaliação, os modelos mais recentes vindos da China evoluíram em qualidade e, na utilização diária, não diferem muito de automóveis de outras origens. Por isso, recomenda que os condutores olhem sobretudo para sinais clássicos de desgaste.
Fim da garantia: o ponto de viragem para os custos
O primeiro marco que o especialista destaca é o término da garantia. É a partir desse momento que, regra geral, a manutenção tende a encarecer, já que qualquer avaria deixa de ser coberta e passa a ser paga integralmente pelo proprietário.
Se, perto do fim da garantia, começarem a surgir despesas mais frequentes com revisões, pequenas reparações e substituições, Kovalev considera que isso pode ser um argumento forte para colocar o carro à venda.
Corrosão, caixa e consumo de óleo: sinais de alerta para despesas maiores
Entre os indícios que justificam atenção redobrada, Kovalev aponta:
- Primeiros sinais de corrosão, sobretudo em zonas menos visíveis da carroçaria;
- Solavancos ou atrasos na resposta da caixa de velocidades;
- Aumento do consumo de óleo do motor.
Para o especialista, estes sintomas podem indicar que se aproximam intervenções mais caras, tornando o momento menos favorável para adiar a venda.
Desvalorização mais rápida pressiona o melhor timing de venda
Outro fator decisivo, sublinha Kovalev, é a valorização no mercado de usados. Em média, refere, os automóveis chineses perdem valor mais depressa do que equivalentes europeus, japoneses ou coreanos.
Entre as razões apontadas estão a renovação acelerada das gamas, a mudança frequente de gerações e a persistência de preconceitos no mercado de segunda mão, que ainda olha para estes modelos com cautela.
Vender cedo pode evitar uma quebra abrupta no preço
Face a essa dinâmica, Kovalev recomenda que os proprietários não deixem a decisão arrastar-se. Quanto mais tempo se adiar a venda, maior é o risco de enfrentar uma descida acentuada do valor, sobretudo quando:
- surge uma versão atualizada do mesmo modelo, reduzindo o interesse pela geração anterior;
- termina a cobertura de garantia, o que pode afastar potenciais compradores.
Quando vender, afinal?
Na síntese do especialista, os carros chineses já não são “descartáveis”, mas o mercado continua prudente. O momento mais favorável para vender tende a ser logo após o fim da garantia ou quando começam a aumentar os custos de manutenção, permitindo ao proprietário sair do veículo com menor risco de perdas financeiras significativas.
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