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O Largus só “avariou” nos títulos: veja o que revelou a vistoria da AvtoVAZ.

O Largus só “avariou” nos títulos: veja o que revelou a vistoria da AvtoVAZ.

AvtoVAZ nega “avarias em massa” nas centralinas do Lada Largus e diz que números oficiais não confirmam rumores

As alegadas falhas generalizadas nos módulos eletrónicos de controlo (ECU) do Lada Largus, divulgadas por alguns canais de Telegram, não têm respaldo na estatística oficial de assistência, segundo a AvtoVAZ. A fabricante russa afirma que o conteúdo publicado “não reflete a situação real” e garante que os registos recolhidos na rede oficial apontam para uma incidência residual.

Fabricante diz que pediu provas aos autores das publicações

A AvtoVAZ sublinha que qualquer indicação confirmada de defeito é, por procedimento, alvo de verificação obrigatória. No âmbito desta situação, a empresa enviou um pedido de informação aos autores das publicações, mas refere não ter recebido, até ao momento, dados com comprovação documental.

Em paralelo, o construtor realizou uma verificação interna com base em: - rede oficial de concessionários, onde é utilizada a diagnose de fábrica; - frotas corporativas que operam com equipamentos de diagnóstico homologados e com registo centralizado de ocorrências.

Mais de 59 mil unidades vendidas desde 2024; queixas ligadas à ECU ficam abaixo de 0,001%

De acordo com a AvtoVAZ, desde que a produção do Lada Largus foi retomada na unidade de Izhevsk, em 2024, foram comercializados mais de 59 mil veículos. No mesmo período, a proporção de contactos e intervenções associadas ao funcionamento da centralina (ECU) terá ficado abaixo de um milésimo de percentagem do total do parque circulante.

A empresa considera que, tratando-se de um modelo de grande volume, este nível de incidência se enquadra na margem de erro estatística e não sugere a existência de um problema estrutural.

Especialistas lembram: estatística de oficina é o indicador mais fiável

Especialistas do setor apontam que a estatística de pós-venda e oficina - sustentada por diagnósticos, histórico de uso e pedidos registados - é a base mais objetiva para avaliar a qualidade e a fiabilidade de um automóvel. Já publicações sem ligação a dados técnicos, condições de utilização ou casos formalmente reportados tendem, dizem, a amplificar ruído informativo em vez de evidenciar defeitos reais.

De rumores a manchetes: por que um caso isolado pode parecer um problema sistémico

O episódio descrito como “defeito em massa” no Largus é apresentado como um exemplo típico de como relatos pontuais ou especulação podem escalar rapidamente para títulos alarmistas. Se a falha fosse de facto sistémica, sublinham observadores, os concessionários e o fabricante seriam os primeiros a detetar um padrão através do fluxo de reparações e do acompanhamento técnico.

Até agora, conclui a AvtoVAZ, os números disponíveis indicam um cenário significativamente mais estável do que o sugerido pelas publicações nas redes.

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