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Tuning ou necessidade? Descubra porque os carros têm “barbatanas”.

Homem sentado ao lado de um carro desportivo prata futurista numa exposição, usando um telemóvel.

Antenas automóveis: do simples AM/FM aos centros de conectividade nos carros de 2026

As antenas nos automóveis mudaram radicalmente nas últimas décadas - e não foi apenas uma questão de estética. Nos veículos previstos para 2026, estes componentes deixaram de servir quase exclusivamente para captar rádio AM/FM e passaram a suportar um conjunto alargado de ligações e serviços, incluindo 4G e 5G, GPS, Bluetooth, Wi‑Fi, telemática e até funções associadas a sistemas de assistência à condução (ADAS).

“Barbatana de tubarão” concentra várias antenas num só módulo

O desenho mais comum atualmente - a chamada “barbatana de tubarão” no tejadilho - integra, dentro do mesmo invólucro, múltiplas antenas. Cada uma opera em frequências específicas, algo essencial para que diferentes tecnologias funcionem em simultâneo sem se interferirem.

Esta arquitetura responde a necessidades cada vez mais presentes nos automóveis modernos, como:

  • navegação por satélite e localização (GPS);
  • atualizações “over‑the‑air” (pela rede, sem ir à oficina);
  • comunicações entre veículos e com a infraestrutura (V2X);
  • radiodifusão digital DAB.

Uma antena de rádio tradicional, por si só, não substitui recetores dedicados a comunicações por satélite ou a módulos telemáticos.

Antenas embutidas no vidro continuam a ser usadas - e existem desde os anos 1970

Para além das soluções externas, os construtores recorrem também a antenas integradas nos vidros. Estas soluções, utilizadas desde a década de 1970, são normalmente colocadas no vidro traseiro ou nos vidros laterais.

À vista, podem ser confundidas com os filamentos do desembaciamento, mas a sua função principal tende a ser a receção de rádio AM e FM.

Mais frequências, mais riscos de interferência - e a película nos vidros pode prejudicar o sinal

À medida que aumenta o número de sistemas e bandas de frequência, cresce também a exigência de reduzir interferências. Nesse contexto, uma película de escurecimento de baixa qualidade pode degradar a receção, sobretudo em modelos que dependem de antenas nos vidros.

Mesmo com tecnologias mais avançadas, a conectividade não é garantida em todos os cenários: em zonas remotas ou com cobertura limitada, a estabilidade do sinal pode continuar a falhar.

A forma mudou porque o carro mudou

No essencial, a evolução das antenas automóveis acompanha o salto na complexidade eletrónica dos veículos e a crescente pressão por conetividade permanente, transformando um componente discreto num elemento central para comunicações, serviços digitais e assistência ao condutor.

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