Saltar para o conteúdo

O novo lema da AutoVAZ “Pode-se, mas para quê?” já não pode ser roubado: a empresa dedica-se a memes, não à LADA.

Mãos a carimbar documento sobre mesa com campainha e outro carimbo ao lado; ao fundo, cartaz de carro.

AvtoVAZ tenta registar frase viral como marca e abrir caminho a novos negócios

Uma frase que se tornou um fenómeno nas redes sociais - repetida em comentários e já explorada comercialmente em produtos como autocolantes, t-shirts e lembranças - levou a fabricante russa AvtoVAZ a avançar para o registo formal do enunciado como marca, numa tentativa de capitalizar o “hype” e controlar o seu uso no mercado.

Pedido apresentado ao organismo russo de patentes com abrangência alargada

De acordo com dados do FIPS (o serviço federal russo responsável pela propriedade intelectual), a AvtoVAZ submeteu um pedido de registo que cobre uma lista extensa de classes da Classificação Internacional de Produtos e Serviços (Nice).

Entre as categorias incluídas estão:

  • automóveis e componentes/peças de substituição;
  • vestuário;
  • produtos de impressão e papelaria;
  • publicidade;
  • bebidas.

Ao abranger tantos segmentos, a empresa fica em posição de gerir - e eventualmente limitar - a utilização comercial do meme em diferentes frentes, desde merchandising a campanhas promocionais.

Críticas apontam para prioridades discutíveis no mercado de 2026

No contexto do mercado automóvel de 2026, a iniciativa é vista por alguns como um desvio de foco: em vez de concentrar esforços no aumento da qualidade dos veículos e no desenvolvimento de novos modelos, a AvtoVAZ parece apostar na proteção da sua “honra e dignidade” e, ao mesmo tempo, na possibilidade de obter receitas através de sanções e reclamações contra usos não autorizados.

A formalização do registo pode transformar “um simples par de palavras” num activo monetizável, dando à fabricante um instrumento legal para licenciamento, cobrança de direitos ou ações contra terceiros.

Entre slogan e piada: o futuro do meme ainda é incerto

Resta saber se a frase irá evoluir para um slogan de marketing usado pela marca ou se continuará a existir apenas como uma piada de internet. Ainda assim, o gesto é um sinal de como os fabricantes automóveis estão, cada vez mais, atentos à cultura digital e ao ritmo com que tendências e memes se propagam - e tentam convertê-los em valor económico.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário