Alcunhas lendárias no mundo automóvel
A história conhece muitos automóveis que ficaram famosos não pelos nomes de fábrica, mas pelas alcunhas populares. Por vezes surgem por causa do design, outras vezes pelo comportamento na estrada. Mas quase sempre a alcunha sobrevive ao nome oficial e transforma-se numa parte da cultura automóvel.
A alcunha mais sombria foi atribuída ao Porsche 911 Turbo (930), conhecido como Widowmaker - o “faz-viúvas”. O primeiro motor turbo distinguia-se por um atraso de resposta muito acentuado (turbo lag), e a configuração de motor traseiro tornava o carro extremamente difícil de controlar. Um erro em curva podia resultar numa perda de aderência imediata e num despiste, e a alcunha ficou para sempre.
O BMW Z3 Coupé recebeu um nome bem mais simpático - “Clown Shoe” (sapato de palhaço). A frente arredondada e a traseira alta pareciam dois carros diferentes colados um ao outro. Os fãs do modelo aceitaram a ironia, e este shooting brake acabou por se tornar um clássico de culto.
O Mercedes-Benz 300E 6.0 AMG ficou conhecido como “The Hammer” - o “martelo”. No final dos anos 1980, esta berlina com um V8 gigantesco impressionava pela potência e foi um dos primeiros super sedans capazes de ultrapassar os 300 km/h.
O Porsche 935/78 de competição, apelidado popularmente de “Moby Dick”, ganhou a alcunha devido ao kit aerodinâmico extremo e à pintura branca de corrida. A sua traseira enorme fazia o carro parecer uma baleia a emergir.
O BMW 3.0 CSL foi chamado “Batmobile” - o “Batmóvel” - por causa das asas gigantes, splitters e elementos aerodinâmicos que transformavam um elegante coupé num monstro de pista.
Estas alcunhas lembram que, por vezes, a imaginação popular é mais forte do que qualquer marketing de marca.
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