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O lendário "Porquinho Vermelho" AMG regressou após 50 anos, agora com um novo visual.

Carro clássico vermelho Mercedes em exposição, com matrícula "RED PIG" em showroom de automóveis iluminado pelo sol.

Mercedes ressuscita o lendário AMG 300 SEL 6.8 “Red Pig” numa interpretação moderna

A Mercedes ressuscitou, na prática, o lendário AMG 300 SEL 6.8, conhecido como Red Pig (“Porco Vermelho”). A interpretação contemporânea do icónico sedã foi apresentada pelo antigo diretor de design da marca, Gorden Wagener.

O automóvel original surgiu em 1971. Construído com base no Classe S W109, com um V8 de 6,8 litros e 422 cv, conquistou o 2.º lugar da classificação geral nas 24 Horas de Spa e venceu a sua classe. Na altura, o 300 SEL era considerado o automóvel de produção mais rápido da Alemanha e um dos quatro portas mais rápidos do mundo. Mais tarde, o carro foi adquirido pela empresa francesa Matra para testes de trem de aterragem aeronáutico, acabando por ser destruído.

A meio dos anos 2000, a Mercedes reconstruiu o Red Pig a partir dos desenhos originais, criando uma réplica fiel. A nova versão de Wagener é uma reinterpretação de design para o século XXI. O visual inclui elementos LED, estrelas de três pontas integradas na ótica e jantes que remetem para o original. O projeto tem caráter conceptual e não prevê produção em série.

O regresso do Red Pig sublinha a importância do modelo na história da AMG, fundada em 1967 como um gabinete de engenharia dedicado ao desenvolvimento de motores de competição. Hoje, projetos deste tipo continuam a fazer parte da imagem da marca e lembram que, mesmo na era dos automóveis novos de 2026, a Mercedes continua a recorrer ao seu próprio legado nas pistas.

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