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O Mazda 6e, com autonomia recorde, podia ter sido um sucesso na Europa, mas foi travado na fronteira.

Carro prateado num posto de inspeção, com pessoa segurando prancheta e colinas ao fundo.

Mazda enfrenta obstáculos regulamentares para lançar na Europa o Mazda 6e com range extender

A Mazda deparou-se com limitações regulamentares ao tentar levar para o mercado europeu uma versão do Mazda 6e com sistema range extender. Na China, o modelo - conhecido como EZ-6 - é vendido não só como totalmente elétrico, mas também na variante EREV (Extended-Range Electric Vehicle), com um motor a gasolina de 1,5 litros que funciona exclusivamente como gerador.

Esta versão utiliza uma bateria LFP mais compacta e consegue percorrer até 200 km em modo elétrico. A autonomia total, segundo o ciclo chinês, pode chegar a 1300 km. Tendo em conta o sucesso do BYD Seal U DM-i, que se tornou o híbrido plug-in mais vendido na Europa, uma configuração deste tipo parecia também promissora para a Mazda.

No entanto, como explicou o CEO da Mazda Europe, Martijn ten Brink, as regras europeias classificam os EREV como veículos elétricos quando o motor de combustão não transmite tração diretamente às rodas. Isto significa que estas versões ficam sujeitas às taxas adicionais aplicadas a automóveis elétricos produzidos na China - cerca de 20%. Como resultado, o Mazda 6e híbrido perde a vantagem de preço e, por agora, não está a ser considerado para a Europa.

Ainda assim, a Mazda não exclui que a tecnologia EREV possa vir a ser procurada no futuro, sobretudo face ao interesse do mercado por novos modelos de 2026 e por alternativas de eletrificação.

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