Reparar ou trocar de carro em 2026: quando faz sentido investir num automóvel envelhecido
O parque automóvel continua a envelhecer rapidamente, enquanto o preço dos carros novos permanece fora do alcance de uma parte significativa dos condutores. Perante esta tendência, muitos proprietários optam por uma manutenção mais cuidada e por reparar o seu veículo em vez de o substituir. Especialistas da empresa Brannor, em declarações ao Quto, avaliaram até que ponto esta estratégia é racional em 2026.
Segundo os especialistas, a reparação só é economicamente justificável quando se verificam duas condições: a quilometragem do automóvel não ultrapassa os 200 000–250 000 km e o montante previsto de investimento não excede 30–40% do seu valor de mercado atual. Se ambos os parâmetros ficarem fora destes limites, o custo de recuperação já se torna comparável ao de comprar um automóvel novo, tornando a reparação pouco rentável.
Os analistas alertam ainda para outros fatores. Ao longo de 2026, espera-se um aumento dos preços das peças e dos serviços das oficinas na ordem dos 10–15%. Isto significa que até as despesas habituais de manutenção podem subir de forma significativa e que, a médio prazo, trocar o automóvel a tempo pode sair menos caro do que prolongar reparações num veículo cada vez mais envelhecido.
Os especialistas preveem também uma mudança no comportamento do mercado de componentes: os compradores tenderão cada vez mais a escolher não as peças mais baratas, mas sim alternativas mais duradouras e comprovadas. Com o aumento da idade média do parque automóvel, ganharão prioridade a qualidade, a vida útil e uma garantia efetiva por parte dos fabricantes.
Ainda assim, os técnicos lembram que a decisão final deve assentar sempre num diagnóstico completo do veículo. Só depois de avaliar o estado do motor, da transmissão, da suspensão e da carroçaria é possível determinar, de forma objetiva, se o automóvel justifica novos investimentos.
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