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O grupo ambiental Transport & Environment (T&E) apelou à União Europeia para endurecer de forma radical as regras aplicáveis às frotas automóveis empresariais, que representam até 60% dos automóveis novos e 90% das carrinhas novas vendidos no bloco. Num documento recente, a T&E propõe excluir totalmente dos sistemas de quotas os veículos de baixas emissões e os híbridos plug-in (PHEV), e elevar a quota de veículos de emissões zero - elétricos a bateria e modelos a hidrogénio - para 69% já em 2030. Atualmente, a Comissão Europeia aponta para uma meta de 45%.
A crítica aos PHEV ocupa um lugar central: segundo a T&E, as emissões reais destes veículos são significativamente superiores às emissões certificadas, sobretudo no uso empresarial, onde os condutores recorrem mais frequentemente ao motor a gasolina, beneficiando de cartões de combustível e sem carregar a bateria com regularidade. A organização alerta que, no âmbito da proposta atualmente em cima da mesa, as vendas de PHEV no segmento корпоративativo podem duplicar em quatro anos, comprometendo as metas climáticas da UE.
O grupo defende ainda a manutenção do plano de eliminação dos benefícios fiscais para viaturas de serviço a gasolina e gasóleo, cujo montante é estimado em 42 mil milhões de euros por ano, e propõe restringir as vantagens fiscais exclusivamente a veículos elétricos europeus, para apoiar a produção local.
De acordo com os cálculos da T&E, a proposta atual da Comissão Europeia garantiria apenas 1,2 milhões de vendas adicionais de veículos elétricos europeus em 2030 e não acompanharia a trajetória dos países mais avançados - Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Suécia. Já um endurecimento das normas para o setor corporativo elevaria esse número para 1,9 milhões, acelerando de forma significativa o cumprimento das metas europeias de redução de emissões.
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