A Toyota prepara uma nova arquitetura para elétricos
A Toyota está a preparar uma nova arquitetura para veículos elétricos, prevista para 2028, que deverá substituir a atual plataforma da família bZ. Uma recente patente publicada nos EUA dá pistas sobre possíveis soluções de engenharia para esta base futura.
A ideia central passa por repensar a disposição dos componentes sob o piso. Em vez da clássica arquitetura “skateboard”, com as baterias distribuídas de forma uniforme ao longo de toda a base do veículo, propõe-se deslocar parte da eletrónica para a zona entre os bancos dianteiros. Ainda assim, não existirá um túnel de transmissão tradicional.
Esta abordagem pode resolver um dos principais desafios dos elétricos: a limitação de espaço causada pelos módulos de bateria. Com baterias mais pequenas, por vezes os fabricantes têm de elevar o piso da segunda fila, o que piora a postura e o conforto. A nova disposição permite manter a bateria no piso, mas otimizar a localização de componentes auxiliares. As vantagens são claras: posição dos bancos mais baixa, melhor centro de gravidade, cabos de alta tensão mais curtos e potencial redução de peso.
Além disso, fica libertado espaço adicional para as pernas e para a cabeça dos passageiros da segunda fila. Espera-se que a nova plataforma seja uma base versátil para vários tipos de carroçaria - de SUV a modelos desportivos. Nos SUV, o espaço não é tão crítico, mas em berlinas e coupés mais baixos isto pode ser um fator decisivo.
Se a Toyota se afastar mesmo da arquitetura “plana” tradicional, isso poderá representar um passo importante na evolução dos automóveis entre 2026 e 2028. A competição já não se resume apenas à autonomia, mas também à ergonomia. Resta saber se esta patente chegará à produção em série ou se ficará apenas como uma experiência de engenharia.
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