A Japão simplificou as regras de importação de automóveis dos EUA, eliminando verificações adicionais para veículos que já cumprem as normas norte-americanas. Isto abre caminho ao “reimport” (importação de regresso) de modelos populares e alarga o mercado no âmbito dos entendimentos alcançados em 2025.
O que mudou exatamente nas regras de importação
O Ministério dos Transportes do Japão introduziu um novo sistema de certificação: se um automóvel for produzido nos Estados Unidos e cumprir as normas norte-americanas em vigor relativas a emissões e ruído, deixam de ser necessários novos testes no Japão. Esta medida elimina uma barreira burocrática que, durante muitos anos, travou a entrada de modelos americanos no país, apesar da pressão de Washington.
Que marcas já estão a preparar importações a partir dos EUA
A Toyota anunciou planos para importar três modelos, incluindo o Camry montado nos EUA. A Honda e a Nissan estão a avaliar um cenário semelhante. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria também deu um sinal ao mercado: o responsável da tutela deslocou-se, pela primeira vez, num Toyota Highlander norte-americano, alugado para demonstrar abertura às novas regras.
Porque é que o Japão fez concessões aos EUA
O alívio dos requisitos resulta de um acordo político de 2025, após críticas de Donald Trump sobre os baixos volumes de exportação dos EUA para o Japão. O novo regime permite acelerar a certificação, reduzir custos para os fabricantes e aumentar a oferta para os consumidores japoneses, sem alterações técnicas nos próprios veículos.
A eliminação de testes duplicados cria condições para o aumento das importações de modelos produzidos nos EUA e reforça o diálogo comercial EUA–Japão. Já nos próximos meses, o mercado deverá receber mais “reimport”, intensificando a concorrência nos segmentos de berlinas e SUV.
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