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Mitos, verdades e motores modernos: porque à maioria dos carros bastam 30 segundos.

Pessoa ajustando o botão no painel de um carro moderno em uma garagem com luz do dia ao fundo.

Снова пришли os dias frios - e, com eles, a discussão anual: quanto tempo deve aquecer o carro no inverno? Especialistas explicam que, em qualquer automóvel com injeção eletrónica (ou seja, praticamente tudo o que foi produzido depois de 1994), um aquecimento prolongado ao ralenti não é apenas inútil - pode mesmo ser prejudicial. Ao ligar o motor, a unidade de controlo injeta uma mistura mais rica, o motor estabiliza ligeiramente acima do ralenti, aquece o catalisador e regulariza o funcionamento.

Este processo demora cerca de um minuto, mas não é necessário ficar parado à espera que termine: nesse momento, o óleo circula mais lentamente, as folgas nos cilindros estão maiores devido ao frio e o excesso de combustível pode “lavar” a película de óleo - o que aumenta o desgaste se o carro ficar muito tempo parado.

Na prática, o algoritmo correto é simples: ligar o motor, limpar os vidros e arrancar de forma suave, sem subir as rotações até o óleo atingir a temperatura de funcionamento. Assim o motor aquece mais depressa, reduz-se o consumo de combustível e protege-se a transmissão, que também precisa de movimento para entrar em regime normal.

Curiosamente, o tema do aquecimento torna-se relevante apenas para motores de combustão interna - a propulsão elétrica muda a própria ideia de “arranque a frio”. Nos carros elétricos, não há necessidade de “aquecer” o motor: ficam prontos a funcionar de imediato. No entanto, no inverno, quem sofre é a bateria - os processos químicos abrandam e o automóvel limita a potência disponível.

Por isso, a principal analogia com um motor a combustão, neste caso, é o pré-aquecimento da bateria, que pode ser ativado automaticamente antes de um carregamento rápido ou de uma condução mais exigente.

Os híbridos, por sua vez, minimizam o tempo de funcionamento do motor a combustão frio, ligando-o sobretudo para aquecer o catalisador e responder a necessidades de carga. No fim, a nova era da mobilidade está a tornar o próprio termo “aquecer o motor” mais um vestígio do passado do que uma necessidade técnica real.

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