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Gigantes automóveis enfrentam multas: japoneses voltam a ser penalizados pela preferência por motores de combustão.

Dois carros novos em exibição num showroom iluminado, ao lado de uma tabela de emissões.

Primeiros resultados do padrão australiano NVES: grandes construtores enfrentam obrigações severas de emissões

Os primeiros resultados do padrão australiano NVES mostraram que os grandes fabricantes automóveis se depararam com obrigações significativas em matéria de emissões. A norma exige que a média de CO₂ de todos os veículos vendidos por cada marca fique dentro dos limites estabelecidos; qualquer excedente é punido com uma coima - 50 dólares australianos (AUD) por cada grama por quilómetro (g/km) acima do limiar. Logo no primeiro ano, a Mazda acumulou obrigações no valor de 25,4 milhões AUD, a Nissan 10,8 milhões AUD, a Subaru 7 milhões AUD e a Hyundai 4,2 milhões AUD.

Para já, trata-se de um “arranque suave”: o NVES entra em vigor em julho de 2025 e será apertado anualmente até 2029. Os fabricantes podem reduzir a dívida acelerando as vendas de modelos de baixas emissões ou comprando créditos a empresas que tenham cumprido os limites. Um exemplo marcante é a chinesa BYD, que gerou mais de seis milhões de unidades NVES, suficientes para cobrir todo o défice das restantes marcas.

Cerca de dois terços dos fabricantes cumpriram os limites, incluindo Toyota e Volkswagen, o que lhes permitiu até ganhar créditos. No entanto, a partir de janeiro de 2026, o limite para veículos ligeiros é apertado para 117 g/km, o que empurra automaticamente muitos modelos a gasolina para a “zona vermelha”.

Os especialistas alertam que, dentro de alguns anos, a pressão aumentará de forma acentuada e as marcas já são obrigadas a rever a política de produto e as estratégias tecnológicas para o mercado australiano. O governo defende que o NVES ajuda a reduzir as emissões sem aumento de preços, mas, em 2028–2029, o setor terá pela frente transformações importantes.

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