Aerodinâmica coloca o novo Mercedes-Benz CLA elétrico no topo da eficiência em autoestrada
Em autoestrada, a autonomia de um elétrico passa a depender muito do ar que o carro “empurra”. A resistência aerodinâmica cresce com a velocidade (e a energia necessária para a vencer sobe ainda mais depressa), por isso a diferença entre circular a 110–120 km/h (limite legal em Portugal) e “cruzar” perto de 130 km/h costuma notar-se bem no consumo.
Com base em dados públicos dos fabricantes e em fontes especializadas, uma análise comparou sete modelos vendidos no mercado alemão usando um indicador mais completo do que o habitual: a Drag Area (área de arrasto). No topo surge o novo Mercedes-Benz CLA elétrico, com o melhor valor do grupo.
Porque a “Drag Area” pesa (muito) nos consumos a alta velocidade
O coeficiente aerodinâmico (cW) por si só pode enganar: um carro grande pode ter um cW baixo, mas continuar a “abrir” muito ar. A Drag Area junta as duas peças que interessam em andamento - cW × área frontal - e por isso é um bom atalho para estimar consumos em cruzeiro.
Na prática:
- Quanto menor o valor (m²), menor tende a ser o consumo em velocidades estáveis.
- A aerodinâmica pesa mais acima de ~80–90 km/h; em cidade, o impacto existe mas mistura-se mais com pneus, massa, paragens e regeneração.
- Detalhes do dia a dia podem estragar bons números: bagageira de tejadilho/suportes, jantes muito abertas, pneus largos, vidros abertos e até vento lateral.
Os sete elétricos mais eficientes segundo a área de arrasto (m²)
De acordo com o levantamento, os modelos com menor Drag Area são:
- Mercedes-Benz CLA (elétrico) - 0,48 m²
- Tesla Model 3 - 0,49 m²
- Xpeng P7+ - 0,49 m²
- Hyundai Ioniq 6 - cerca de 0,50 m²
- Mercedes-Benz EQS - cerca de 0,50 m²
- Porsche Taycan - 0,52 m²
- Kia EV4 - 0,53 m²
CLA elétrico destaca-se com perfil baixo e menor área frontal
O novo Mercedes-Benz CLA elétrico lidera com 0,48 m². O ganho vem sobretudo de duas escolhas: perfil mais baixo e área frontal menor. Isso conta muito em autoestrada, onde a resistência do ar tende a dominar o consumo.
Na prática, este tipo de desenho ajuda mais em viagens longas do que em trajetos curtos, e pode ser a diferença entre chegar com margem ao carregador seguinte ou ter de abrandar nos últimos quilómetros.
O que estes números dizem - e o que não dizem
A Drag Area é excelente para comparar potencial em cruzeiro, mas não decide tudo. Antes de concluir que “o mais aerodinâmico é o mais eficiente”, convém lembrar:
- O consumo real também depende de pneus (medida e classe de eficiência), peso, calibração do motor/inversor, e gestão térmica da bateria.
- Autonomia em autoestrada raramente replica valores WLTP; com frio, chuva e velocidades altas, a diferença costuma aumentar.
- Para tirar partido de um carro “escorregadio”: mantenha pressões corretas, evite acessórios externos, use modo eficiente e planeie carregamentos com margem (especialmente no inverno).
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